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Especialização, MBA, Mestrado ou Doutorado: O que fazer?

Especialização, MBA, Mestrado ou Doutorado: O que fazer? - Coluna Livia Torres

Embalados pela competitividade do mercado e pela crescente necessidade de atualização, os cursos de pós-graduação se proliferam. No Brasil, essa marca já ultrapassou os 8.866 cadastrados no MEC. As opções são tão variadas que confundem os profissionais que buscam um curso para continuar seu aprimoramento profissional. Afinal, o que escolher entre MBAs, mestrados, especializações, mestrados profissionalizantes e doutorados?

Na verdade, são dois os tipos de pós-graduação: a stricto e a lato sensu. Mestrados, mestrados profissionalizantes e doutorados fazem parte da stricto sensu, destinadas àqueles que desejam ter conhecimentos profundos sobre um assunto. Avaliados pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) a cada 3 anos, estes cursos também progrediram em números: em 2003, eram 1.833 mestrados e 986 doutorados. Em 2005, os números subiram para 2.030 e 1.097, respectivamente. Todos, exceto o mestrado profissionalizante que é menos teórico do que o tradicional, são destinados àqueles que desejam seguir carreira acadêmica.

Já o MBA (Master Business Administration) nada mais é do que uma pós lato sensu, ou seja, uma especialização voltada à formação profissional. Nesta regra também se encaixam outros cursos de especialização e equivalentes. Por ser Master, muitos crêem, erroneamente, que o MBA equivaleria ao mestrado, mas as especificações e exigências destes cursos são bem distintas. Ou seja, o MBA e o mestrado possuem também pesos diferentes no currículo.

No país, os MBAs já ultrapassam a impressionante marca dos 500 cursos, segundo sua Associação Nacional, a ANAMBA. Eduardo Picanço, Professor Doutor da Universidade Federal Fluminense, credita essa avalanche à exigência do mercado pela marca MBA nos currículos: “Alguns cursos não gostam de usar essa marca, mas, se não usarem, podem perder alunos para outras instituições”, afirma. Escolhendo uma instituição séria que esclareça bem essas questões, as chances de se lucrar com o curso são grandes.

A principal vantagem de um MBA, segundo ele, é a oportunidade de ingresso nas empresas, tanto para os que iniciam a carreira como para os que desejam mudar de emprego. Com isso, o número de jovens que entram nesse tipo de curso é cada vez maior: “O que percebemos é que diminui o número de profissionais com anos de carreira. É lógico que eles pensam em se reciclar, porém, como o mercado está muito competitivo, o MBA também serve como um diferencial para o risco de ficar desempregado”, esclarece o professor.

Edson Gomes pensa, principalmente, em se atualizar. Aos 49 anos e com larga experiência profissional na bagagem, o contador aposta que investir no estudo continua sendo a melhor maneira de progredir na carreira: “Na minha idade, perdemos muito espaço para o público jovem, pretendentes ao primeiro emprego e que, muitas vezes, acabam tomando o lugar daquele que, apesar de estar trabalhando, não buscou se aprimorar”. Cursando pós em Controladoria e Finanças na Cândido Mendes, ele corre contra a grande onda que joga inúmeros profissionais a mais no mercado a cada novo ano.

A idade, realmente, já parece não separar jovens de profissionais experientes nem ser impedimento para aqueles que se preocupam e sugam o desejo de aprimoramento. Com 3 anos de carreira e 27 de idade, Thatiana Ribeiro já iniciou sua pós-graduação em Engenharia de Produção na UERJ. É a chance de ascender profissionalmente: “Hoje em dia, principalmente na minha área, tudo muda constantemente. Se eu não me atualizar, fico para trás, tudo que sei torna-se obsoleto e eu, uma profissional sem qualificação para o mercado de trabalho”, ressalta a analista de sistemas.

Sem dúvida, com a crescente competitividade e aquecimento da economia, somente aqueles que estiverem bem preparados conseguirão obter os louros da carreira. “As mudanças tecnológicas exigem constante atualização e, nas empresas, o fenômeno também se repete. Inúmeras tecnologias e sistemas novos são apresentados, fazendo com que um profissional graduado há cinco anos esteja ultrapassado para o mercado. Assim, a necessidade de reciclar é fundamental”, explica Picanço. A saída, portanto, parece ser a união de experiência, graduações (diplomas) e constante atualização. Para isso, haja dinheiro, já que, de modo geral, os cursos não são baratos: “Partindo da idéia de que poucas empresas estão pagando cursos de aperfeiçoamento para seus funcionários, a saída é manter uma reserva constante em seu orçamento para esses custos”, sugere.

Mas, será que ainda é possível se atualizar gastando pouco? Edson Gomes garante que sim e dá a dica: “Procuro acompanhar a política e economia do país pelos jornais e revistas, observo a legislação da minha área através de boletins informativos, participo de seminários e congressos e, sempre que posso, navego pela internet em busca de mais conhecimento”.

Livia Torres. Colunista da RJNET. Formada em Jornalismo pela PUC-RJ e pós-graduanda em Marketing Empresarial pela UFF. Já trabalhou em organizações como a FIRJAN e hoje atua com Comunicação e Marketing em uma empresa de grande influência no segmento de Tecnologia da Informação.

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